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Grupo Talent tem 3 indicados para Prêmio da ABP

Julio Ribeiro (Sócio-Presidente da Talent), José Eustachio (Sócio-Diretor da Talent) e Rita Almeida (Sócia-Diretora da CO.R Inovação) são os 3 líderes das empresas do Grupo Talent indicados para o Prêmio Destaques Profissionais de Comunicação 2009, da ABP.

Julio Ribeiro concorre na categoria “Publicitário do Ano”, José Eustachio, pela “Executivo de Agência”, e Rita Almeida disputa o prêmio em “Pesquisa”.

A ABP – Associação Brasileira de Propaganda realiza esta premiação desde 1943, onde são homenageados os profissionais do setor que mais se destacaram em todo o Brasil.

José Eustachio no Juri do Effie 2009

José Eustachio, Sócio-Diretor da Talent, foi um dos jurados do Prêmio Effie 2009. O encontro para o julgamento das peças aconteceu no último dia 16, no Grand Hyatt São Paulo.
Jose Eustachio

José Eustachio no IV Fórum Internacional ABA ROI

O Sócio-Diretor da Talent, José Eustachio, esteve ontem no IV Fórum Internacional ABA ROI, para falar sobre “ROI na visão da agência de propaganda” . O evento é organizado pela ABA - Associação Brasileira de Anunciantes - para mostrar a crescente relevância da mensuração de ROI de marketing e comunicação. Ele falou sobre o papel do procurement na gestão das verbas de marketing e a eficácia na alocação de investimentos.

Pessoas e suas histórias de vida fazem o mundo ser o que é

por José Eustachio, Sócio-Diretor da Talent

 

 

 

Como estão sendo formadas as instituições e determinadas suas crenças e

atitudes? Como vão impactar o nosso futuro?

A resposta é: depende da pessoa que está à frente de cada instituição.

Basta uma observação atenta para constatar que o fator definitivo que

influencia tudo é sempre a pessoa que está no comando.

Não importa se é uma família, um grupo de amigos, um time de futebol, uma

seita, empresa ou governo.

A prova de que é a pessoa o fator determinante está no fato de que a simples

mudança de quem está à frente da instituição altera totalmente o seu

comportamento.

As decisões que essa pessoa toma ou deixa de tomar são resultado dos seus

valores, suas crenças, medos, sonhos, coragem, esperanças, interesses. Em

última instância, são essas decisões que vão impactar a organização e suas

ações e manifestações.

Alguns nomes por si só ilustram essa realidade.

Pensar em empresas como Virgin, Nike, Microsoft, Amazon, Dell, The Bodyshop

sem a figura dos seus líderes seria possível?

A Nissan de hoje está no mesmo business que estava há 10 anos, atuando no

mesmo mercado, vendendo carros para as mesmas pessoas. A Nissan de hoje, no

entanto, é uma outra instituição, radicalmente diferente, bem-sucedida,

moderna, brilhante, admirada.

O que mudou na Nissan e mudou a Nissan?

Mudou a pessoa que responde pela direção da instituição.

Desde a mais prosaica lojinha de pão-de-queijo até a mais poderosa

organização do planeta, todas as instituições são afetadas dramaticamente

por quem está à frente da sua administração.

Mesmo um país como os Estados Unidos, com instituições tão fortes e munido

de tantos e efetivos instrumentos para que não se veja dominado por

interesses individuais, não está livre da verdade de que a pessoa no comando

é determinante em relação a tudo o mais.

A troca do presidente muda dramaticamente as atitudes de um país, ou não é

esta uma evidência que está na nossa cara, para quem quiser ver?

É necessário refletir a respeito desse fato.

A escolha da pessoa que irá liderar a instituição, e não importa a natureza

dessa instituição ou seu tamanho, é mais importante do que todos os outros

fatores somados.

Nesse sentido, qualquer cargo de comando deve ser entendido como meio para a

manifestação da história de vida daquele que o ocupa.

E essa é a questão: quais histórias de vida estão sendo vivenciadas nos

postos de liderança.

Nada é mais complexo do que o homem dentro do seu próprio universo como

indivíduo, e o que está determinando o que as organizações são e fazem é o

indivíduo em toda sua complexidade.

Acreditar que o coletivo pode determinar as ações e destinos de uma

organização é uma visão romântica.

É a importância do cargo, e seu poder sobre as pessoas, que dá condição para

que a influência seja exercida. E os cargos são ocupados por indivíduos, não

pelo coletivo.

Precisamos refletir sobre que tipos de indivíduos estão tendo acesso, nas

instituições, a cargos que dão a eles a possibilidade de exercerem a sua

história de vida.

Que história de vida tem o pai de família, o professor, o padre da paróquia

ou o papa, o dono da quitanda, o CEO da multinacional ou o presidente de um

país.

Que história de vida tem a pessoa contratada para o cargo de gerente de

vendas regional ou gerente da agência de um banco em uma pequena cidade do

interior.

É fundamental esse questionamento porque podemos estar certos de que essa

pessoa irá fazer uso do cargo para, por meio dele, vivenciar a sua história

de vida.

Nenhuma organização, não importam os valores que adote, será diferente das

pessoas que ocupam seus cargos de comando. Repito: pessoas, e não

profissionais.

A tentativa de equalizar o comportamento da organização por meio da

disseminação de valores e crenças é uma tarefa de enorme dificuldade quando

esses valores e crenças não fazem parte da história de vida das pessoas.

As lideranças deveriam ser escolhidas e motivadas por esse pressuposto.

Como fazer uma organização assumir uma atitude e ser fiel a ela

naturalmente, a cada dia e em todas as suas ações?

A resposta está em começar a pensar na história de vida que o seu presidente

precisa ter e, a partir daí, em todos os outros cargos de comando e nas

pessoas que irão ocupá-los.

No íntimo de qualquer instituição, não existe outra coisa que não seja

gente. Esse é o fator determinante: que tipos de pessoas estão hoje no

comando e quais as que estarão no futuro.

Qual a formação que os futuros dirigentes estão recebendo, seus valores,

experiências como indivíduos, crenças, com que medos, sonhos e expectativas

estão sendo alimentados.

Qual a história de vida que as novas lideranças estão construindo e que irá

determinar suas atitudes em todas as situações de vida.

Esqueça os modelos de análise para tentar decodificar o mundo que estamos

vivendo ou o mundo que vem aí pela frente.

Desconfie das indicações vindas do comportamento coletivo. Esse

comportamento é apenas reflexo da ação de alguém que teve a oportunidade de

influenciar todos os que estão em sua órbita.

Os movimentos coletivos são, na verdade, um fenômeno que se traduz pela

adesão de um grande número de pessoas a uma liderança com poder de agir

sobre elas.

Identifique as lideranças atuais ou as que emergirão no futuro, suas

histórias de vida, e aí sim saberemos com grande grau de acerto por que as

coisas acontecem hoje e o que esperar desse futuro.

Ponha atenção no indivíduo, entenda o que ele é, e saberemos que mundo

estamos construindo.